miércoles, 9 de diciembre de 2009

Hollywood on acid

Tienen que ver esto y leer los comentarios en youtube sobre el video. Son delirantes.

http://www.youtube.com/watch?v=flfB4PGBHhE

sábado, 21 de noviembre de 2009

As imagens da favela no cinema nacional brasileiro

A favela brasileira é uns dos cenários mais retratados no cinema brasileiro contemporâneo e que alem disso aparece nos filmes do Cinema Novo e dos anos cinqüenta. Com os anos, esta imagem da favela tem mudado de uma imagem idealizada na metade do século vinte -como é descrita pela Márcia Pereira Leite no seu artigo “The Favelas of Rio de Janeiro in Brazilian Cinema (1950 to 2000)- até uma favela heterogênea com seus problemas que vão mais lá do problema da violência. Ao primeiro grupo pertence o filme “Rio, 40 graus” (1955), e no segundo ficam “Orfeu” (1999) e “Cidade de Deus” (2002).

Na primeira fase, a Leite descreve uma idealização da favela onde Nelson Pereira dos Santos retrata todos os favelados como gente pobre. E é verdade, no filme dele do ano 1955 a gente percebe uma distância entre o diretor e o povo favelado. Mesmo se Pereira dos Santos tentou fazer um filme social ou de compromisso, acabou idealizando a imagem dos pobres porque eles foram representados como seres marcados pela sua condição. “Os pobres são assim por causa da pobreza, não porque eles quiseram ser assim” diria o Nelson. Então, todo pobre é maldito. A Leite explica: “Tributary to the representation of the ‘national’ and the ‘popular’ in the political imaginary of the era, the film [Rio, 40 graus] idealises the favelas and territorialises poverty and popular culture” (153). Além disso, o morro se vê então como um espaço homogêneo coberto pela violência e pela pobreza.

Nos filmes mais novos, “Orfeu” e “Cidade de Deus”, a imagem da favela é diferente. Tanto o Fernando Meirelles quanto o Carlos Diegues se preocupam pelo ambiente complexo da favela. Por um lado, eles tentam retratar o aspecto positivo da mesma com figuras como o músico Orfeu e o fotógrafo Buscapé. As duas figuras são apresentadas no centro dos filmes como figuras de redenção; o Orfeu que não precisa das armas para ser famoso, e o Buscapé que também não tem que procurar no narcotráfico para sobreviver. Aqui pode se perceber, além disso, um certo otimismo na cabeça dos diretores. Eles escolhem os protagonistas dos seus filmes e nesse caso não são os narcotraficantes, são as personagens que tem um oficio nobre, uma boa profissão. Esse fato faz que o público preste mais atenção às boas personagens e a falar sobre a possibilidade de superação das pessoas da favela. No mesmo tempo, desmente a idéia geral da favela onde todo o mundo é ladrão. Também, para quebrar com o preconceito da favela homogênea, “Orfeu” apresenta o candomblé da personagem da Dona Conceição (mai do Orfeu) por um lado, e no outro, Seu Inácio, pai evangélico do Orfeu. Pode se ver aqui, que tem as duas crenças na mesma família. Então, a favela não é um grupo homogêneo do candomblé, tem muitas religiões lá.

Mesmo assim, alguém poderia falar que os filmes “Orfeu” e “Cidade de Deus” reproduzem os preconceitos da favela violenta e do mundo do narcotráfico. E tem razão. No “Orfeu”, a figura do Lucinho está no mundo das drogas e seu grupo é violento. No filme “Cidade de Deus”, por outro lado, também tem muitas atitudes violentas nas figuras do Zé Pequeno e do Cenoura. E no final dos filmes, tem muitas mortes. Orfeu, Eurídice, Lucinho, Zé Pequeno, Mané Galinha, e muitas personagens morrem em ambos filmes. Mas dentro deste mundo ruim, a gente pode ver que a maldade não pode ser polarizada. Tudo não é branco ou preto, tem cinza. O Lucinho, por exemplo, ajuda o MJ e da remédios para as famílias da favela. É assim como a figura má também tem coisas boas. E, lá acima de tudo, as presenças do Buscapé, Orfeu e MJ são inegáveis como figuras alentadoras. O Buscapé virou fotógrafo, o Orfeu músico e o MJ pintor, não narcotraficantes.

Segundo o dito, hoje mudou a imagem da favela que se tinha nos anos cinqüenta e sessenta. Tanto Cacá Diegues quanto Fernando Meirelles, tentaram se adentrar nela fazendo entrevistas no primeiro caso, ou retomando as histórias do livro de um favelado, Paulo Lins, no segundo. Nesse intento ambos diretores conseguiram apresentar uma nova favela, longe da favela idealizada das décadas anteriores. Nos anos sessenta, os diretores tinham uma ideia da favela “comunitária”, homogênea. Hoje, essa imagem mudou. Assim concorda a Márcia Leite: “On the cinema screens they [the favelas] are beginning to be seen as heterogeneous realities, internally multifaceted, polysemous and polyphonous” (151).

1. LEITE, Márcia Pereira . The favelas of Rio de Janeiro in Brazilian cinema (1950 to 2000). In: VIEIRA, Else R. P.. (Org.). Vieira, Else R. P. (org.). City of God in Several Voices: Brazilian Social Cinema as Action. Nottingham, CCCP: Critical, Cultural and Communications Press, 2005, v. , p. 149-165.

viernes, 2 de octubre de 2009

Fassbinder y su tercera generación


Conocemos de sobra que el amigo televisor nos acompaña a todos lados que vamos: a las salas de espera, a las cafeterías o lavanderías, a los museos, a la plaza del mercado, a las fiestas en los apartamentos o al restaurante mexicano. El sonido que producen estos aparatos multi-presentes muchas veces se vuelve un ruido blanco, una estática sonora sin sentido, eso sí, constante y serena como una canción de cuna. En la televisión todos dicen cosas, parlotean sin control, sancionan, declaman y entonan canciones que a todas luces no nos importan. El televisor llena los cuartos de emociones vanas y de un brillo luminoso que baila en la oscuridad.
La tercera generación de Rainer Werner Fassbinder esta llena de televisores con programas encendidos que nadie ve pero que a ninguno de los personajes molesta. El ruido blanco acompaña como un chaperón a este grupo enajenado y radical. El ejemplo máximo es esa magnífica escena coral en la cual una reunión se convierte en una cacofonía en donde simultáneamente tocan canciones en la guitarra, ven un programa de entrevistas, escuchan música, se leen libros en voz alta y tratan de coordinarse. El mundo que retrata Fassbinder en el 1979 es el mundo cuya lógica mediatizada ahora tiene su cima en las grandes pantallas epilépticas de Times Square o la programación por cable.


Estos amigos torpes e intelectualoides han embrutecido al descubrir que sus intereses mentales, culturales y políticos ahora son parte de un mercado bien establecido que condensa en anuncios su vitalidad. Estos dandies y mujeres fatales de Alemania están convencidos que con volverse terroristas lograrán colmar un vacío que se ha vuelto tan común como el vecino más cercano. La apuesta por un mundo mediocre que hacen los PJ Lurtz o sea, los responsables de las grandes empresas y la publicidad, ha convertido nuestras mentes en un conglomerado de mensajes confusos e incoherentes que no llegan a ningún sitio y que nos imposibilitan reaccionar con cordura y estrategia.


Fassbinder fue un director visionario por que su film de hace treinta años ahora es más pertinente que nunca. Esta es una tercera generación por que se ha degenerado. Ha perdido sentido, sensatez y audacia. Esta generación de terroristas trata de encontrar la diversión, el efímero momento de la adrenalina. Estos personajes burgueses con sus preceptos cínicos han perdido el placer del pensamiento, el placer del debate político. Su visión política se imprime en una gruesa capa de banalidad y estupor. Fassbinder satiriza la imagen del revolucionario posmoderno disfrazándolo de drag queen, de payaso y de perro. Esta es una generación que inclusive con ametralladoras tiene mala puntería. No acierta ni logra ser coherente, organizada, secreta o clandestina. Como esos televisores y grabadoras que no paran de hablar, se delata a si misma, se aniquila en su propio juego.